Dr. Assis Marinho

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Doença de Crohn

 

Nomes alternativos
Ileocolite granulomatosa; ileite; doença inflamatória do intestino; enterite regional.

 

Definição
Doença inflamatória crônica que afeta qualquer parte do trato gastrointestinal, porém afeta com mais freqüência o íleo.

 

Causas, incidência e fatores de risco
A causa é desconhecida, todavia os fatores genéticos têm um papel importante nesse distúrbio. A colite ulcerativa crônica ocorre nas mesmas famílias. A inflamação ocorre freqüentemente no final do intestino delgado onde ele se junta ao intestino grosso, mas pode afetar também qualquer outra parte do trato digestório. A parede intestinal fica mais grossa e podem se formar úlceras profundas. A doença pode ocorrer em qualquer idade, porém a adolescência e os anos da fase pré-adulta são os grupos etários que prevalecem. Os fatores de risco são os antecedentes familiares da doença de Crohn ou ancestrais judeus. A incidência é de 7 em cada 10.000 pessoas.

 

Sintomas

 

  • dor abdominal
  • febre
  • diarréia
  • perda de apetite
  • perda de peso
  • massa abdominal
  • sons abdominais (burburinhos, um som de gargarejos ou de de água que se podem ouvir no intestino)
  • malformação dos dedos da mão e do pé
  • sangramento gastrointestinal
  • fezes com odor fétido
  • tenesmo (evacuações dolorosas)

 

Sintomas adicionais que podem estar associados a esta doença:

 

  • fezes com sangue
  • dor nas articulações
  • incontinência
  • gengivas inflamadas
  • constipação
  • sensação de abdome cheio de gases

 

Sinais e exames
Um exame do abdome poderá revelar uma massa (agregação de células) ou uma sensibilização da área.

 

  • exames que revelam a presença da doença de Crohn:
  • endoscopia, colonoscopia ou sigmoidoscopia com biópsia do intestino delgado
  • enteroclise (vazão do intestino delgado)
  • enema de bário
  • estudo radiológico GI alto
  • exame de fezes positivo ao guáiaco

 

Um cultivo de fezes deve ser feito para descartar outras causas possíveis dos sintomas.

 

Esta doença também pode alterar os resultados dos seguintes exames:

 

  • imunoglobulinas quantitativas, nefelometria
  • imunoeletroforese, sérica
  • gordura fecal
  • absorção da D-xilose
  • albumina

 

Tratamento
Os medicamentos podem controlar o processo inflamatório. Os antibióticos são receitados para tratar dos abcessos e das fístulas, se presentes.

 

Alterações na dieta podem melhorar os sintomas (consulte o seu médico ou nutricionista). Uma ingestão adequada de calorias, vitaminas e proteínas é muito importante. Os alimentos que podem piorar a diarréia ou outros sintomas devem ser evitados - os problemas alimentares específicos variam de pessoa para pessoa. As pessoas que sofrem de obstrução intestinal devem evitar frutas e vegetais crus. Algumas pessoas têm dificuldade em digerir a lactose (açúcar do leite) e devem evitar os produtos derivados do leite.

 

Talvez haja a necessidade de se recorrer ao tratamento cirúrgico das complicações como a obstrução (bloqueio).

 

Grupos de apoio
O estresse causado pela doença geralmente pode ser aliviado por meio da participação em grupos de apoio, onde os membros compartilham experiências e problemas em comum. Veja grupos de apoio para casos de distúrbios gastrointestinais.

 

Expectativas (prognóstico)
Esta é uma doença crônica, caracterizada por períodos de melhora seguidos da deterioração dos sintomas. Existe um risco maior de carcinoma do intestino delgado ou colorretal.

 

Complicações

 

  • podem aparecer fístulas na bexiga, na vagina ou na pele
  • obstruções intestinais
  • deficiências nutricionais

 

Solicitação de assistência médica
Marque uma consulta com seu médico se os sintomas piorarem, se não melhoram com o tratamento ou se aparecerem novos sintomas

 

Prevenção
Não há uma forma conhecida de se prevenir essa doença.