Dr. Assis Marinho

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Síndrome de Fourier

Sinônimos:

Gangrena de Fournier; Síndrome Idiopática do penis e do escroto; Faciíte necrotizante do escroto; Gangrena escrotal; Erisipela gangrenosa do penis e do escroto; Gangrena estreptocócica do escroto.

Histórico

  • 1764 - Baurienne descreveu uma gangrena rápida e progressivamente necrotizante de tecidos moles da genitália masculina;
  • 1871 - Joseph Jones, cirurgião do exército da Guerra Civil Norte-americana, publicou o primeiro relato científico em análise de 2642 soldados afetados por infecções de tecidos moles;
  • 1883 - Publicação de Jean-Alfred Fournier relatando gangrena perineal em homem jovem sadio;
  • 1924 – Meleney descreve gangrena estreptocócica;
  • 1951 - Wilson introduziu o termo Gangrena de Fournier para descrever infecção de tecidos moles e fáscia superficial e profunda da região perineal.

Definição

Infecção polimicrobiana, sinérgica, necrotizante, de início agudo, envolvendo a fáscia superficial e freqüentemente a fáscia profunda da região genital e perineal, cursando com graves mutilações e elevado índice de mortalidade.

Fatores Predisponentes

  • Infecções do trato urogenital ◦Infecção de glândulas bulbos-uretrais;
    • Fimose;
    • Infecção do trato urinário baixo;
    • Doença de Crohn,


  • Infecções anorretais ◦Infecção de glândulas perianais;
    • Complicações de tumores colorretais;
    • Diverticulite colônica;
    • Apendicite.


  • Estados de Imunodepressão ◦Leucemias;
    • HIV;


  • Lesões da pele da região perineal ◦Hidradenite supurativa;
    • Úlcera de pressão de bolsa escrotal;
    • Trauma intencional (Piercing).

Etiologia

Streptococcus spp; Staphylococcus spp; Enterobacteriaceae spp; Organismos anaeróbios; Fungos.

Fisiopatologia

 

Evolução Clínica

 

Abordagem
Anamnese

Exame Físico

  • Atenção especial à palpação da genitália, do períneo e toque retal

Laboratorial

  • Distúrbios eletrolíticos;
  • Desidratação;
  • Glicemia;
  • Série branca;
  • Coagulação →sepse;
  • Comorbidade cardiológica.

Histopatologia

  • Necrose dos planos fasciais superficiais e profundos;
  • Coagulação fibrinóide da arteríola nutridora;
  • Infiltração de polimorfonucleares;
  • Identificação de microorganismos.

Terapeutica

Cirurgia

  • Anestesia Geral;
  • Preferência pelo eletrocautério;
  • Abertura ampla da pele;
  • Possibilidade de necrose profunda à celulite;
  • Debridamento de todo tecido necrótico;
  • Biópsia do tecido debridado (trombo de fibrina);
  • Cultura do material excisado;
  • Necessidade de outras abordagens.

Antibioticoterapia de amplo espectro até resultado de cultura; na suspeita de infecção por fungos, iniciar Anfotericina B

Oxigenoterapia Hiperbárica

Tratamento inicial:

  • Pressões de 2,0 a 2,7 ATA (atmosferas absolutas);
  • 2 Sessões diárias de 120 minutos;
  • Até estabilização do quadro.

Após estabilização do quadro:

  • 1 Sessão diária, até a completa cura;
  • o número de sessões pode variar com o caso.

Terapêutica Complementar

Uso de anti-oxidantes:

  • Vitamina E;  - Vitamina C;  - Manganês - Atuação mitocrondial;  - Cobre – Atuação citossólica;  - Zinco;  - Selênio;  - Aminas sulfuradas – metionina, Cisteina, taurina, glutationa e riboflavina.

Caso Clínico 1
Homem, E. F. 56 anos, vem encaminhado pelo serviço de urologia para tratamento de Síndrome de Fournier com OHB.

 

 

Caso Clínico 3
Mulher, M.C. , 56 anos, foi encaminhada pelo serviço de gatroenterologia com diagnóstico de Síndrome de Chron.

 


 Caso Clínico 4
Homem, A. T. , 65 anos, agricultor, encaminhado pelo serviço de cirurgia geral da cidade de Cascavel-PR